Arquivo mensais:agosto 2013

O Batismo

O BAtismo - RyleQuinto capítulo do livro “Nós Desatados

Escrito por John Charles Ryle

1º Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool

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 Sobre a Ceia do Senhor, leia AQUI

Talvez não haja assunto mais controverso no cristianismo quanto o que concerne ao sacramento do batismo. O próprio nome nos traz à mente uma lista interminável de lutas, disputas, controvérsias e divisões.

Esse é um assunto no qual até mesmo os cristãos mais eminentes têm se dividido. Homens santos que conseguiram chegar a um acordo sobre todos os outros pontos, encontram-se divididos de forma irremediável no que concerne ao batismo. A queda do homem afetou a compreensão, bem como a vontade. A natureza humana é de fato caída, milhares concordam sobre o pecado, Cristo e a Graça, mas sobre o batismo se encontram em pólos opostos.

Nas páginas que se seguem, disponho-me a oferecer algumas observações sobre essa controvertida disputa. Não sou suficientemente vaidoso para supor que eu possa lançar alguma luz sobre uma polêmica que tantos grandes homens têm tratado em vão, mas sei que cada testemunha adicional é útil em um caso de disputa. Daqueles com os quais concordo, quero fortalecer as mãos dos mesmos e mostrá-los que não temos que nos envergonharmos de nossas opiniões.  Para aqueles dos quais discordo, quero sugerir algumas coisas para consideração e mostrar-lhe que o argumento bíblico nesta matéria não é, como alguns supõem, apenas favorável a eles.

Há quatro pontos aos quais me proponho a examinar.

I. O que é o batismo – A natureza do mesmo

II.  De qual forma o batismo deve ser administrado – O modo

III. Quem deve ser batizado

IV.  Qual o Lugar que o batismo deve ocupar na religião – A verdadeira posição dele

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Olhando para Cristo

Olhando para CristoSermão pregado por

John Charles Ryle

1º Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra de Liverpool

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“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado á destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:2)

O texto da Escritura no topo desta página é adequado para fornecer bons pensamentos para o Natal. Em uma ocasião como esta, quando somos especialmente convidados a lembrar como nosso Senhor bendito veio ao mundo, e nasceu da Virgem Maria, com certeza não podemos fazer nada melhor do que nos perguntarmos o que sabemos de “olhar para Jesus.” O cristianismo que o mundo requer é um cristianismo de todos os dias. Nenhuma outra religião jamais receberá uma atenção tão sincera dos seres humanos. Ela pode até existir; mas nunca terá raízes profundas e atingirá almas.

Uma simples religião de domingo não é o suficiente. Algo que colocamos e tiramos com nossas roupas de domingo é impotente. Os homens sabem que há sete dias na semana, e que a vida não é feita só de domingos. A ronda diária de formalidades e cerimônias nos edifícios consagrados não é o bastante. Os homens espertos lembram que há um mundo de obrigações e aflições fora das paredes da igreja, no qual eles devem exercer o seu papel. Eles querem algo que possam levar consigo neste mundo.

Uma religião monástica nunca conseguiria. Uma fé que não pode florescer fora de uma estufa eclesiástica, uma fé que não pode encarar o ar frio dos negócios do mundo, e frutificar, exceto se for por trás do muro do isolamento e do asceticismo – tal fé é uma planta que o nosso Pai Celestial não plantou, e ela não leva nenhum fruto à perfeição.

Uma religião de entusiasmo espasmódico e histérico não consegue. Ela pode servir para mentes fracas e sentimentais por um tempo; mas ela raramente dura, e não satisfaz a vontade de muitos. Ela enfraquece ossos e músculos, e geralmente termina em morte, pela força da reação. Não é o vento, nem o fogo, nem o terremoto, mas a voz, ainda que pequena, que mostra a real presença do Espírito Santo.

O Cristianismo que o mundo requer, e que a Palavra de Deus revela, é de um tipo bem diferente. É uma religião útil para todos os dias. É uma planta saudável, forte e viril, a qual pode viver em qualquer posição, e florescer em qualquer atmosfera, exceto a do pecado. É uma religião que o homem pode levar com ele aonde ele for, e nunca precisa deixar para trás.

No Exército ou na Marinha, na escola pública ou na faculdade, no anfiteatro de um grande hospital ou no bar, na fazenda ou na feira comercial, no mercado ou nas trocas, no parlamento ou na corte, o Cristianismo puro e verdadeiro viverá e não morrerá. Ele vai durar, permanecer e prosperar em qualquer clima, no inverno e no verão, no calor e no frio. Tal religião encontra os desejos do homem.

Mas onde podemos encontrar Cristianismo tão verdadeiro? Quais são os seus ingredientes especiais? Qual a sua natureza? Quais são as suas peculiaridades? A resposta a estas questões pode ser encontrada nas três palavras do texto que dá título a este sermão. O segredo de um Cristianismo vigoroso e poderoso para todos os dias é estar sempre “olhando para Jesus”. A gloriosa companhia dos Apóstolos, a nobre Marinha dos mártires, os santos que deixaram suas marcas em qualquer era e território, e deixaram o mundo de cabeça para baixo, – todos, todos tiveram uma mesma marca em comum. Eles foram homens que viveram “olhando para Jesus.” A expressão do texto é um desses relatos poderosos que se destacam aqui e ali no Novo Testamento, e que demandam atenção especial. É como “para mim, o viver é Cristo,”-“Cristo, que é a nossa vida”-“Cristo é tudo em todos”-“Ele é a nossa paz”-“Vivo pela fé no Filho de Deus.” (Filipenses 1.21; Colossenses 3.4,11; Efésios 2.14; Gálatas 2.20). Para cada uma de todas essas passagens, aplica-se uma observação em comum. Elas são ricas em pensamento e alimento para reflexão. Elas contêm muito mais do que um olho descuidado pode ver na superfície. Continue lendo